21 outubro 2014

Reutilizando vidros


                   Se é um material que sou fascinada, é o vidro, nem sei quantas vezes comprei algum produto pelo recipiente de vidro e não pela qualidade. No supermercado, nem passo pelo stand de doces e geleias, porque na certa levo e como rápido pra esvaziar o pote e ver o que faço com ele.

                  Me perguntavam porque eu gostava de juntar lixo e não querendo me desfazer dos meus vidrinhos, fui aprendendo a dar mais vida a eles. Hoje já não os guardo, transformo e dou prazamigas,rs.

                  Aqui estão, todos da casinha do Cores de Frida, muitos foram presentes.





















E você gosta de reutilizá-los? Acha desnecessário esse reaproveitamento?

15 outubro 2014

Cores de Frida

 Nem lembro quando foi, mas sei que uma aluna me perguntou: Beth vc tem blog? Eu: han? Cheguei em casa e  corri pra pesquisar e fiquei encantada com tantos blogs maravilhosos, passei seis horas de frente ao computador. Na mesma noite resolvi fazer o meu, como já tinha a logomarca Cores de Frida,em homenagem à artista plástica mexicana Frida Kahlo, escolhi esse nome,  porque tudo o que faço é muito colorido, não sou da turma do clean. só uso cores neutras qdo estou na Zoropa,rs.
Foi nesse espaço virtual, que resolvi trocar ideias, mostrar PAPs  façoerepasso, como professora, aprendi a ensinar o que sei sem nenhum constrangimento, até porque não tenho medo de errar.

Sempre gostei de mexer com tecidos, na infância fazia minhas roupas de bonecas, tudo torto, mal cortado porque minha mãe não queria que eu acabasse com os tecidos dela, daí não me ensinava  nada, na adoloscencia (anos 70) em pleno auge  do movimento hippie + indiano + rock .... as roupas eram mais despojadas e eu só usava as que eu desenhava, é sério, desenhava e minha mãe costurava, porque na máquina eu não podia colocar as mãos.

Mas sempre queria algo diferente, muitas vezes tingia um saco (tecido de algodão com trama larga para fazer pano de prato ou chão), misturava um croche nas laterais, botoezinhos de sementes que eu catava nas calçadas e montávamos uma "bata", blusinha solta. Minhas saias eram enormes, lembro que qdo exigi que minha mãe costurasse uma saia de babado em  chita na década de 80, ela quase enfartou.

Como sou descendente de índios, cabelos longos pretos, usava  flores enormes ao lado direito ou uma faixa de tecido bem colorido amarrado em forma de laço, nuuuunca saia com cabelos sem adereços. As bolsas eram de estopa (tecido para fazer saco de estocar cereais) . Meus irmãos mais velhos diziam que eu queria chamar a atenção dos rapazes, porque navisãodeles eu parecia uma palhaça,rs

Quando aos 30 anos tive minha filha, transportei pra ela esse jeito de se vestir diferente, alegre, despojado e único, sempre disse a ela que cada um tem seu estilo e fiz muuuitos laços, tiaras, bolsinhas,... pra ela e pra mim, até que um dia as amigas dela  adolescentes, começaram a pedir pra eu fazer bolsas, colares,.... e comecei a levar a coisa mais a sério, mas como sou docente no curso de história, fica complicado para atender a tantas encomendas.


Passei a costurar à máquina após os 40 anos, gosto muito de fazer  almofadas, corujas, passarinhos, pinguim, móbiles, guirlandas, capas para agendas e  livros, reaproveitamento de madeira de demolição, caixotes, gavetas, armários dazamigas que iriam para o lixo, vidros, latas. Não uso saco plástico pra nada, aprendi a fazer um cone de jornal e utilizo no cesto de lixo orgânico, eu mesmo pinto as paredes (minha casa parece o museu FridaKahlo).


Enfim meu blog é um pouco desse meu jeito mix de ser:  professora, mãe e crafteira de bem com a vida e colorida.

Um pouco mais do blog, do apê que eu mesmo decoro na última edição 412 (9/10) da revista Sou Mais Eu.


E quando quiserem conhecer minha produção é só curtir a página no facebook